
Resoluções
11 Janeiro, 2012Todos os anos eu faço uma lista do que pretendo e desejo para o ano que se inicia. Funciona bastante porque me sinto cobrada e, normalmente, acabo realizando tudo o que planejo.
Esse ano eu fiz um pouco diferente. O que eu pretendo neste ano é conseguir preencher minha vida com algo que não seja roupa nova, compras, comida, tv e internet.
Tem algo em estar vivo que eu ainda não consigo experienciar. Acho positivo que eu perceba o tamanho do problema, mas tenho dificuldade em começar. Percebo que a maioria das pessoas também não vive do jeito que eu gostaria de viver. Elas de fato gastam seu tempo comprando/comendo/vendo tv, mas não é porque a maioria vive como eu que me livro do desejo de encarnar meu corpo e viver essa experiência.
Acho que boa parte do que quero é estar no presente. Isso deve ser a coisa mais difícil do mundo: estar aqui e agora e conseguir ouvir o que sinto. Uma estratégia que tenho usado é me colocar em situações novas, que não faria porque me deixam desconfortável ou com vergonha. Quando vivo alguma experiência muito nova, sinto como se algo físico se transformasse. É interessante porque, dentro dessa perspectiva, até as experiências ruins são boas.
Outra coisa é aprender a dizer não. Tenho tentado falar não claramente ao invés de enrolar para não fazer ou fazer a contragosto. Também é difícil. Estou tanto tempo dizendo sim ou enrolando, que nem sei para o que quero dizer sim.
Enfim, sinto que o tempo tá se esgotando, que mnha vida tá passando, e quero de verdade estar aqui para ver e sentir tudo.

pula de paraquedas
vou roubar sua resolução prá mim. <3
tamo juntas nessa.
olá, carol.
bom poder escrever para você.
já tive mais dificuldades em dizer “não”. hoje, dizer “não” é quase que como uma libertação – dizer não ao que me agride, ao que me traz infelicidade. nem sempre é fácil, confesso. especialmente quando tenho de excluir, com um “não”, pessoas da minha vida.
cheguei a fazer lista de resoluções para o ano novo nos dois últimos. fiz além: saí recortando várias imagens, figuras de revistas que representavam aquilo que eu desejava para o ano. colei tudo em uma cartolina e deixei exposta na parede do meu quarto. todos os dias olhava, refletia e buscava agir em prol.
no final do ano, desencanei. não dos planos em si, tão pouco das atitudes mas daquele ritual.
sucumbi, porém, este ano. li, em alguma revista, que quando colocamos num papel o que pretendemos fazer e divulgamos para algumas pessoas nosso intento, o compromisso seria melhor encarado.
lá fui eu, portanto, discorrer sobre meus desejos. penso em escrever sobre oportunamente no blog depois.
minha cabeça fervilha a todo momento e, por isso, não me sinto 100% focada no que estou fazendo. houve uma época que tentei meditar.
agradeço por ter compartilhado sua experiência na faced. vou continuar escrevendo sobre. de fato, ainda não decidi. quero discorrer sobre os entremeios de minha saga acadêmica posteriormente, até para tentar me compreender mesmo. eu sinto o tempo passar e percebo as expectativas alheias. luto para não superdimensionar o desejo do outro em detrimento do meu. tem sido minha saga.
mas aí entram também as nossas próprias expectativas de querer ter a independência financeira, ser bem sucedida profissionalmente, casar, ter filhos, enfim… um clichê comum mas que é desejo real meu, independente das convenções.
hoje percebo que algumas escolhas devem mesmo ser mais guiadas pelo coração.
mas ainda tenho medo de ouvi-lo.
obrigada, viu? de verdade.
Carol,
Estou ansiosa para ler suas impressões sobre lecionar.