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2011

12 Dezembro, 2011

Dia 18 de novembro disse que estava com medo de morrer. Esse medo tem me acompanhado durante esse ano tão longo. Não que tenha sido ruim. Finalmente terminei o mestrado, consigo cuidar das minhas coisas, voltei a vestir 38, ressuscitei pessoas mortíssimas e deixei que outras se enterrassem. Foi um período de muitas conquistas e mudanças, por isso foi um ano pesado. Tenho a sensação de ter vivido muito em pouco tempo.
A morte dos gatos foi o pior e mais inesperado fim deste percurso (sim, espero não ter mais surpresas). Sei que vai passar, é o que todos dizem, mas penso nos gatos o tempo todo, principalmente em Pacha. Eles morreram asfixiados dentro de casa porque não avisaram aos condôminos que usariam um veneno no encanamento. Pronto, simples assim. A dona do prédio tentou se eximir da culpa e o advogado avisou que não receberemos uma grande quantia porque os gatos não tinham pedigree. E Pacha, sofreu enquanto morria com os filhos? E Laurita que ainda amamentava? E nós, como ficamos sem eles? Sei que vai passar, mas o desejo é de não seguir em frente.

Um comentário

  1. Oi!

    Escrevo porque eu tenho 4 gatos e sei a dor que sente. Já perdi alguns durante minha vida e sei que não é fácil. Não suporto ver maus tratos com animais e não me calo quando vejo cenas assim. Reclamo, falo, discuto mesmo. E para cada gato ou qualquer outro bicho destratado, eu intensifico os cuidados, dengos e carinhos com os meus como forma de compensar.

    Tenha força, tenha fé.

    E lembre-se que seus gatos nunca morrerão dentro de você.

    Um beijo.



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