Normalmente me sinto extremamente sozinha. Não tenho com quem conversar, não tenho com quem comptartilhar as coisas diárias. Não que eu não tenha. Na realidade, tenho alguns bons amigos, San e minha família, mas ninguém tem tempo, inclusive eu. E quando encontro essas pessoas, me sinto tão seca que nem consigo compartilhar o que sinto, aí ao lado delas fico ainda mais só.

Resoluções
11 Janeiro, 2012Todos os anos eu faço uma lista do que pretendo e desejo para o ano que se inicia. Funciona bastante porque me sinto cobrada e, normalmente, acabo realizando tudo o que planejo.
Esse ano eu fiz um pouco diferente. O que eu pretendo neste ano é conseguir preencher minha vida com algo que não seja roupa nova, compras, comida, tv e internet.
Tem algo em estar vivo que eu ainda não consigo experienciar. Acho positivo que eu perceba o tamanho do problema, mas tenho dificuldade em começar. Percebo que a maioria das pessoas também não vive do jeito que eu gostaria de viver. Elas de fato gastam seu tempo comprando/comendo/vendo tv, mas não é porque a maioria vive como eu que me livro do desejo de encarnar meu corpo e viver essa experiência.
Acho que boa parte do que quero é estar no presente. Isso deve ser a coisa mais difícil do mundo: estar aqui e agora e conseguir ouvir o que sinto. Uma estratégia que tenho usado é me colocar em situações novas, que não faria porque me deixam desconfortável ou com vergonha. Quando vivo alguma experiência muito nova, sinto como se algo físico se transformasse. É interessante porque, dentro dessa perspectiva, até as experiências ruins são boas.
Outra coisa é aprender a dizer não. Tenho tentado falar não claramente ao invés de enrolar para não fazer ou fazer a contragosto. Também é difícil. Estou tanto tempo dizendo sim ou enrolando, que nem sei para o que quero dizer sim.
Enfim, sinto que o tempo tá se esgotando, que mnha vida tá passando, e quero de verdade estar aqui para ver e sentir tudo.

Anastacia
22 Dezembro, 2011Aí que eu e Nana resolvemos vender parte do bagulho que dividimos entre nós. A parte mais gostosa é intangível. <3

2011
12 Dezembro, 2011Dia 18 de novembro disse que estava com medo de morrer. Esse medo tem me acompanhado durante esse ano tão longo. Não que tenha sido ruim. Finalmente terminei o mestrado, consigo cuidar das minhas coisas, voltei a vestir 38, ressuscitei pessoas mortíssimas e deixei que outras se enterrassem. Foi um período de muitas conquistas e mudanças, por isso foi um ano pesado. Tenho a sensação de ter vivido muito em pouco tempo.
A morte dos gatos foi o pior e mais inesperado fim deste percurso (sim, espero não ter mais surpresas). Sei que vai passar, é o que todos dizem, mas penso nos gatos o tempo todo, principalmente em Pacha. Eles morreram asfixiados dentro de casa porque não avisaram aos condôminos que usariam um veneno no encanamento. Pronto, simples assim. A dona do prédio tentou se eximir da culpa e o advogado avisou que não receberemos uma grande quantia porque os gatos não tinham pedigree. E Pacha, sofreu enquanto morria com os filhos? E Laurita que ainda amamentava? E nós, como ficamos sem eles? Sei que vai passar, mas o desejo é de não seguir em frente.

Gaiato!
4 Outubro, 2011Hoje eu estava lendo Bukowski quando tocou Raul no rádio. Se isso não for uma piada interna entre o universo e eu, não sei mais o que é.

Notas
29 Agosto, 2011Para não esquecer, anotei no quadro da cozinha alguns itens desconexos na esperança de lembrar da noite gostosa que tivemos:
estandarte do desejo de uma mulher
gatinho no colo
esqueci o resto
xícara marrom
isso de r. não é legal
jesus
princesa isabel
luana p.
(lembro que choreide olho só)

22 Agosto, 2011
Arrumei tanta coisa nos últimos dois anos! Se minha vida fosse uma casa, diria que joguei muita coisa fora, outras coloquei no seu devido lugar e algumas emprestei com grande dificuldade (não sem desprendimento). Agora tenho um espaço amplo para fazer o que quiser. Posso comprar coisas novas, ganhar presentes, construir meus próprios objetos. Posso sair por aí com nada nas mãos. Mas o que eu faço? Sinto-me sozinha para caralho. Pela primeira vez eu não tenho ninguém para me dizer o que fazer e eu sinto falta. É crise de abstinência? Talvez. Se eu pudesse voltar atrás não recolocaria nada no lugar. Ok, seria mais mesquinha e não emprestaria nada, mas não gostaria de ter cabresto como antes. Não mesmo.
Tenho descoberto tanta vida que não tô cabendo em mim. Aguardo ansiosa pela Carola nova que tá chegando e a danada demora tanto! Outro dia tava devaneando sobre um projeto novo, lindo e grande que eu poderia estar à frente e pensei: ah, mas isso só vai dar certo quando eu for legal.

Enigma
22 Agosto, 2011Descubra o significado e avance dez casas:
Laurita, minha gata, diz que o Jeca Tatu da época dela é Roger Rabbit.

